terça-feira, 14 de abril de 2015

REVISÃO 7ª SÉRIE

Revoluções Puritana e Gloriosa


A Revolução Inglesa durou de 1640 até 1688. Foi uma fase que compreendeu a Revolução Puritana, o Protetorado de Cromwell e a Revolução Gloriosa.
Com a morte da rainha Elizabeth I, a dinastia dos Stuarts assume o trono inglês. Os Stuarts entraram em conflito com o Parlamento pois tentaram legalizar o Absolutismo frente ao mesmo. Sabe-se que naquela época, o poder real era exercido de fato desde os Tudors, e o poder de direito pertencia ao Parlamento. Desta forma, o Parlamento busca, a partir de então, exercer o poder de fato.
No século XVI, a burguesia se aliou aos reis, pois necessitava de um poder central para acabar com o poder dos senhores feudais, reformar a Igreja e unificar o sistema de pesos, moedas e medidas. Com a conquista destes objetivos, o poder real já não era mais necessário, portanto a burguesia tentou se livrar do poder absoluto do rei, já que o mesmo criava obstáculos que impediam o seu desenvolvimento, como as leis, os órgãos governamentais e a justiça.

Fatores que levaram à Revolução Inglesa:

- Conflitos da Guerra Civil entre os Puritanos (Cabeças Redonda) cujos adeptos eram burgueses, e o Anglicanos (Cavaleiros) defendido pelo rei.
- Alta dos impostos. Isto ocorreu pois os nobres não conseguiram competir com os burgueses na agricultura, portanto agarraram-se a renda do Estado. A solução encontrada pelo rei foi aumentar os impostos para manter a nobreza.
- Privilégios concedidos pelo rei às corporações de ofício, o que gerava insatisfação da burguesia.
- Investimentos burgueses na agricultura, incluindo a compra e exploração de terras. Para isso, era necessário expulsar os antigos rendeiros da terra, os quais eram protegidos pela nobreza e pelo rei. Portanto, gerou-se mais um conflito entre a realeza e a burguesia.

Revolução Puritana:

Diversos fatores, como já vistos, estimularam o conflito entre o Parlamento e o rei, mas a verdadeira luta começou no reinado de Carlos I, quando o Parlamento impôs que todas as medidas tomadas relacionadas a impostos, prisões, julgamentos e convocações do exército deveriam ser autorizadas pelo Parlamento. O rei não cumpriu esta imposição e logo depois dissolveu o Parlamento e governou sem ele por onze anos.
As posteriores decisões reais levantaram protestos, como a imposição do Anglicanismo aos puritanos e presbiterianos da Escócia, o que gerou imensas revoltas.
Problemas financeiros obrigaram a reabertura do Parlamento por um pequeno período, mas com a revolta separatista na Irlanda e a consequente necessidade da organização de um exército, a reunião parlamentar tornou-se obrigatória a cada três anos, e o rei perdeu o direito de dissolvê-lo.
Oliver Cromwell assumiu o comando do exército parlamentarista. Desenvolveu a organização militar, em que a ascensão de um determinado indivíduo era dada por merecimento e não mais por nascimento. O exército parlamentarista tornou-se uma poderosa força política e acabou assumindo o controle em 1649, quando implantou a República. Mandou decapitar o rei Carlos I e destituiu a Câmara dos Lordes.

República de Cromwel:

Em 1649, ocorria, então, a República da Inglaterra, Cromwell venceu Carlos II (filho de Carlos I) e dominou o Império Britânico.
Sua medida mais importante foi o Ato de Navegação, o qual instituía que todos os produtos importados pela Inglaterra só poderiam ser transportados por navios britânicos. A medida provocou um conflito com os Países Baixos, que eram grandes transportadores de mercadorias, e estabeleceu a supremacia inglesa nos mares.
Seu governo foi bastante rígido, o que fez com que o Parlamento tentasse limitar o poder de Cromwell, consequentemente, o Parlamento fora dissolvido e Cromwell pôde se declarar como o protetor da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Nascendo o período conhecido como Protetorado de Cromwell.
Com sua morte, o poder é passado ao seu filho Ricardo, mas por ser considerado incapaz, é destituído.

De um lado os burgueses desejavam segurança e de outro, escoceses e irlandeses desejavam a monarquia de volta.
Carlos II, que estava refugiado na Holanda, retorna a Inglaterra e assume o trono, prometendo a anistia geral e tolerância religiosa. Mas nada voltara a ser como antes da República, pois a burguesia tornara-se mais forte que a nobreza, a Igreja Anglicana deixara de ser instrumento das mãos reais e o rei não passava de um funcionário da nação.

Revolução Gloriosa:

Carlos II, sentindo-se muito limitado pelo Parlamento, resolve aliar-se secretamente ao rei católico e absolutista Luis XIV da França. Isto fez com que o Parlamento suspeitasse do rei inglês e impedisse sua interferência política sem autorização parlamentar.
Seu sucessor e irmão Jaime II assume o trono, e como era católico, tomou várias medidas que favoreceram os católicos, gerando uma revolta no Parlamento, o qual chamou Maria Stuart e seu marido Guilherme de Orange para assumir o governo no lugar de Jaime II, que fugiu para a França.

Guilherme de Orange foi proclamado rei quando concordou com a Declaração de Direitos, que limitava seu poder e aumentava o do Parlamento.
A partir de então o poder real se tornava apenas de direito, pois não tinha poder algum sobre o Parlamento, que agora possuía controle sobre o trono e decidia sobre os rumos do Estado.
A Revolução Gloriosa é chamada assim pois não houve derramamento de sangue. Representou a vitória da burguesia, que agora possuía o controle total do Estado. Podendo dissolver todos os obstáculos que a impediam de se desenvolver.

A Inglaterra, depois de então, desenvolveu-se tanto que permaneceu sendo a maior potência mundial até o início do século XX.

OBSERVAÇÃO: LEIA A POSTAGEM ABAIXO SOBRE ILUMINISMO E O HERÓI INDÍGENA PIAUIENSE MANDU LADINO

sábado, 21 de março de 2015

MANDU LADINO - UM HEROI PIAUIENSE

“No Piauí, no Período Colonial, ocorreu o mais cruento extermínio de nações indígenas da América do Sul. Iniciado no século XVII, o processo de extermínio, prolongou-se até as primeiras décadas do século XIX.”

A história do Piauí é obscura, lamentável e sangrenta. Sobre o nosso solo correram sangue de nações indígenas inteiras, exterminadas pela ganância de uma classe dominante belicamente mais forte e organizada. 
Tudo isso ocorreu para que aqui fosse implantada a empresa pecuarista que, durante muito tempo existia como atividade econômica secundária da colônia portuguesa.
É neste contexto, que o Piauí foi palco da maior resistência nativa organizada que a História do Brasil conheceu...e este movimento teve um líder, Mandu Ladino:


Nascido no Piauí, em Altos ou São Miguel do Tapuio. 
Educado pelos jesuítas da Ibiabapa, rebelou-se, fugiu e foi preso como escravo. Conquistou a confiança do seu dono, tornando-se uma espécie de boiadeiro. 
Vingou-se do assassinato da irmã, aniquilando o mestre-de-campo Souto Maior e todos os seus oficiais.
Reuniu Aranis, Potis, Cariris e outras tribos inimigas, formando uma nação de índios rebelados, cujas lutas duraram de 1712 até 1718. 
Em 1717, no Portos das Barcas, atravessando o Igaraçu, foi alvejado e morto por afogamento.
Representa para os povos índigenas o mesmo que Zumbi representa para os negros. 
O Delta do Parnaíba foi o último trecho da costa brasileira a ser dominada pelos colonizadores, graças a Mandu Ladino.



"Que todos saibam que aqui houve um massacre, que aqui houve um povo que lutou contra a repressão e que essa sociedade presente nada mais é do que uma sociedade de mestiços, 
com fortes traços dos nativos que aqui viveram e nos deixaram como maior herança, o poder da resistência."

quinta-feira, 12 de março de 2015

ILUMINISMO X ABSOLUTISMO




O Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas)  e pregava maior liberdade econômica e política.

Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, pois os pensadores e os burgueses tinham interesses comuns.

As críticas do movimento ao Antigo Regime eram em vários aspectos como:

- Mercantilismo.
-Absolutismo monárquico.
- Poder da igreja e as verdades reveladas pela fé.

Com base nos três pontos  acima, podemos afirmar que o Iluminismo defendia:
- A liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado na economia.
- O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão.
- O predomínio da burguesia e seus ideais.

As idéias liberais do Iluminismo se disseminaram rapidamente pela população. Alguns reis absolutistas, com medo de perder o governo - ou mesmo a cabeça -, passaram a aceitar algumas idéias iluministas.
Estes reis eram denominados Déspotas Esclarecidos, pois tentavam conciliar o jeito de governar absolutista com as idéias de progresso iluministas.
Alguns representantes do despotismo esclarecido foram: Frederico II, da Prússia; Catarina II, da Rússia; e Marquês de Pombal, de Portugal.
Alguns pensadores ficaram famosos e tiveram destaque por suas obras e idéias neste período. São eles:
John Locke 
Dizia que todos os homens ao nascer tinham os mesmos direitos: direito a vida, a liberdade e a fraternidade. Para garantir DIREITOS NATURAIS, os homens haviam criado governos. Se esses governos, contudo, nao respeitassem a vida, a liberdade e a propriedade, as pessoas teriam direito de se revoltar contra eles. As pessoas poderiam questionar as autoridades.
Locke defendia o direito de cada pessoa escolher a religião, apoiar um grupo politico, defender suas ideias em publico por meio da imprensa. Esses direitos deveriam ser respeitados pelos governantes. “Todo poder emana do povo, pelo povo e para o povo”.
Defendeu a liberdade dos cidadãos e Condenou o absolutismo.

Voltaire

François Marie Arouet Voltaire destacou-se pelas críticas feitas ao clero católico, à inflexibilidade religiosa e à prepotência dos poderosos.

Montesquieu
Charles de Secondat Montesquieu em sua  obra “O espírito das leis”  defendeu a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.
Fazia forte oposição ao Absolutismo
Maquiavel
Escreveu, O Príncipe...É este livro que sugere a famosa expressão os fins justificam os meios, significando que não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se como autoridade, entretanto a expressão não se encontra no texto, mas tornou-se uma interpretação tradicional do pensamento maquiavélico. Para entender sua teoria é necessário colocá-lo no contexto da Itália renascentista, em que se lutava contra os particularismos locais. 
O livro retrata a experiência de Maquiavel em analisar as estruturas de um governo, oferecendo ao príncipe Lourenço de Médici uma forma de manter-se permanentemente no poder, sem ser odiado por seu povo.

Thomas Hobbes
Defendia a ideia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado.
Rousseau

Jean-Jacques Rousseau é autor da obra “O contrato social”, na qual afirma que o soberano deveria dirigir o Estado conforme a vontade do povo. Apenas um Estado com bases democráticas teria condições de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos.
Rousseau destacou-se também como defensor da pequena burguesia.

Quesnay 
François Quesnay foi o representante oficial da fisiocracia. Os fisiocratas pregavam um capitalismo agrário sem a interferência do Estado.

Adam Smith 
Adam Smith foi o principal representante de um conjunto de idéias denominado liberalismo econômico, o qual é composto pelo seguinte:
- o Estado é legitimamente poderoso se for rico;
- para enriquecer, o Estado necessita expandir as atividades econômicas capitalistas;
- para expandir as atividades capitalistas, o Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares.
A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura.
O AUGE DO ABSOLUTISMO
A maior representação do poder absolutismo na Europa foi sem dúvida, o rei francês Luiz XIV que certa vez afirmou:
"...É somente na minha pessoa que reside o poder soberano… é somente de mim que os meus tribunais recebem a sua existência e a sua autoridade; a plenitude desta autoridade, que eles não exercem senão em meu nome, permanece sempre em mim, e o seu uso nunca pode ser contra mim voltado..."
SÍMBOLO DO ABSOLUTISMO FRANCÊS - PALÁCIO DE VERSALHES
Construído pelo rei Luís XIV, o "Rei Sol", a partir de 1664, veio mais tarde a tornar-se, em 1682, a residência oficial do monarca e também o símbolo da monarquia absolutista, sustentada pelo rei. Considerado o maior palácio da época e um dos maiores atualmente, o Palácio de Versalhes possui uma ampla extensão que ocupa mais de 100 hectares, possuindo 700 quartos, 352 chaminés, 1250 lareiras, 67 escadas, 2153 janelas e um parque de 700 hectares. Pela sua opulência e grandiosidade, tornou-se o mais luxuoso de toda a Europa, tendo sido, por inúmeras vezes, copiado.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ROTEIRO 2º ANO - NEOLIBERALISMO - GLOBALIZAÇÃO - NOVA ORDEM MUNDIAL


Podemos definir o neoliberalismo como um conjunto de idéias políticas e econômicas capitalistas que defende a não participação do estado na economia. De acordo com esta doutrina, deve haver total liberdade de comércio (livre mercado), pois este princípio garante o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país.

Características do Neoliberalismo (princípios básicos):

- (Estado Mínimo) mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;
- pouca intervenção do governo no mercado de trabalho;
- política de privatização de empresas estatais;
- livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização;
- abertura da economia para a entrada de multinacionais;
- adoção de medidas contra o protecionismo econômico;
- desburocratização do estado: leis e regras econômicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades econômicas;
- diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente;
- posição contrária aos impostos e tributos excessivos;
- aumento da produção, como objetivo básico para atingir o desenvolvimento econômico;
- contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços;
- a base da economia deve ser formada por empresas privadas;
- defesa dos princípios econômicos do capitalismo.
Críticas ao neoliberalismo Exploração dos Países Pobres ou em Desenvolvimento

Os críticos ao sistema afirmam que a economia neoliberal só beneficia as grandes potências econômicas e as empresas multinacionais. Os países pobres ou em processo de desenvolvimento (Brasil, por exemplo) sofrem com os resultados de uma política neoliberal. Nestes países, são apontadas como causas do neoliberalismo: desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional.

Pontos positivos

Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema é capaz de proporcionar o desenvolvimento econômico e social de um país. Defendem que o neoliberalismo deixa a economia mais competitiva, proporciona o desenvolvimento tecnológico e, através da livre concorrência, faz os preços e a inflação caírem. 

Exemplos de governos que adotaram políticas econômicas neoliberais no Brasil: 
Fernando Collor de Melo (1990 - 1992) e Fernando Henrique Cardoso (1995 - 2003)

O ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL
Forma de Estado que sucede o Estado liberal,logo após a Crise de 29 e usaria a força estatal por meio da implementação de políticas públicas, visando intervir nas leis de mercado e assegurar para os seus cidadãos um patamar mínimo de igualdade social e um padrão mínimo de bem-estar. Considerando que a igualdade passasse a ser valorizada e a interferência do Estado nas relações sociais passasse a ser vista como necessária e positiva. Nesta forma de organização, o Estado é o agente regulamentador de toda vida social, política e econômica do país.
A partir das décadas de 1970 e 1980 essas idéias serão modificadas com uma teoria menos social baseado no neoliberalismo onde o Estado não seria mais o responsável por oferecer o bem estar...deveria apenas regulamentar os meios para que a economia oferecesse essas condições...a isso chamamos de ESTADO NEOLIBERAL.
GLOBALIZAÇÃO
A globalização é um fenômeno social que ocorre em escala global. Esse processo consiste em uma integração em caráter econômico, social, cultural e político entre diferentes países.


PONTOS POSITIVOS:
*  Tecnologia
* Comunicação
* Conforto
* Relacionamento
* Fácil acesso à tudo
* Praticidade
* Agilidade
* Conexão
* Visão ampla do mundo
* Valorização
* Economia
* Crescimento.

PONTOS NEGATIVOS
* Expansão( impacto no meio ambiente)
* Poluição
* Conflitos( econômicos, políticos e concorrência)
* Competição
* Desunião
* Preconceito/discriminação
* Irresponsabilidade( valorização do material). 


NOVA ORDEM MUNDIAL

A Nova Ordem Mundial – ou Nova Ordem Geopolítica Mundial – significa o plano geopolítico internacional das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria.
Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o esfacelamento da União Soviética, em 1991, o mundo se viu diante de uma nova configuração política. A soberania dos Estados Unidos e do capitalismo se estendeu por praticamente todo o mundo e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se consolidou como o maior e mais poderoso tratado militar internacional. O planeta, que antes se encontrava na denominada “Ordem Bipolar” da Guerra Fria, passou a buscar um novo termo para designar o novo plano político.


CARACTERÍSTICAS:

1) Fim da guerra fria e da maior potência socialista do planeta,a antiga URSS,conseqüentemente,o fim do mundo bipolar.
 
2)Nova Ordem Mundial-Mundo Multipolar,liderado pelos EUA,União Européia e Japão. 

3) O antigo terceiro mundo se reorganiza em nações emergentes e nações exportadoras de produtos primários como alimentos ou minérios,apresentando desvantagens na balança comercial. 

4) Os países mais ricos passam a produzir tecnologia de ponta e exportam para os outros países e se mantém em posição privilegiada em relação a economia mundial. 

5)Os países mais ricos tomam medidas protecionistas em relação a produção de seus produtos agropecuários,com medo da concorrência dos países emergentes,como Brasil,Argentina,México,Índia e outros.

ROTEIRO 7ª SÉRIE - SEGUNDO REINADO - PROVA FINAL

O Segundo Reinado é a fase da História do Brasil que corresponde ao governo de D. Pedro II. Teve início em 23 de julho de 1840, com a mudança na Constituição que declarou Pedro de Alcântara maior de idade com 14 anos e, portanto, apto para assumir o governo. O 2º Reinado terminou em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República.


POR QUE NO BRASIL, O PARLAMENTARISMO ERA AS AVESSAS ?

Porque o parlamentarismo brasileiro era o contrário do modelo original do parlamentarismo (da monarquia inglesa). Na Inglaterra, o Parlamento elegia o primeiro-ministro (chefe de governo: escolhido pelo partido vencedor das eleições) que era apresentado à Coroa (chefe de Estado: "o rei reina, mas não governa"). Já no Brasil, o rei reinava e governava pois tinha o poder Moderador (controle sobre os outros três poderes), assim D. Pedro II nomeava o primeiro-ministro, este era apresentado ao Congresso e convocava eleições fazendo ganhar o seu próprio partido (quando o imperador escolhia o primeiro-ministro, praticamente já estava escolhendo o partido vencedor das eleições).

Conheça a história dos ciclos do café no Vale do Paraíba e no Oeste Paulista

A região do Vale do Paraíba era bastante apropriada para a cafeicultura, pois era abundante em terras virgens e tinha um clima favorável. A implantação das fazendas se deu pela tradicional forma de plantation, ou seja, grandes propriedades, cultivo para exportação e uso de mão-de-obra escrava. 
 A produção era feita através do uso extensivo do solo, ou seja, somente quando a terra não tinha mais nutrientes necessários é que se trocava de região, deixando a antiga abandonada ou para pequenas plantações. Os instrumentos de trabalho eram, praticamente, apenas a enxada e a foice. Quando a planta começava a produzir, os escravos colhiam o café manualmente.

A produção do Oeste Paulista se sobrepusesse à do Vale. As condições de solo e clima eram bem mais propícias para o café em São Paulo, onde a planta chegava a ter cinco anos a mais de produtividade do que em outras regiões. Também o uso de uma tecnologia mais avançada foi muito importante para São Paulo. Através do arado e do despolpador ¿ para descascar os grãos ¿ aumentaram a eficiência da produção.
> Quanto à mão-de-obra, o Oeste também usou a escrava africana. Contudo, por se desenvolver um pouco mais tarde, praticamente quando o tráfico negreiro já havia sido proibido, buscou-se uma outra alternativa de trabalhadores. Vieram os imigrantes.
Questão abolicionista
- Lei Eusébio de Queiróz (1850): extinguiu oficialmente o tráfico de escravos no Brasil
- Lei do Ventre Livre (1871): tornou livre os filhos de escravos nascidos após a promulgação da lei.
- Lei dos Sexagenários (1885): dava liberdade aos escravos ao completarem 65 anos de idade.
- Lei Áurea (1888): assinada pela Princesa Isabel, aboliu a escravidão no Brasil.
O Café e a Industrialização do Brasil
A indústria brasileira nasceu principalmente do capital proveniente do Ciclo do Café, justamente na região onde hoje é São Paulo, pegando algumas áreas do sul do RJ, sul de Minas e nordeste do Paraná. 
O Brasil começou a implantar indústrias por um motivo principal: até então, o país importava quase todos os produtos industriais, mas com guerras e crises internacionais, os fornecedores foram perdendo capacidade produtiva e não tinham mais como fornecer tanto ao nosso país. Criou-se o que chamam de "indústria de substituição", ou seja, "já que os países que vendem para nós já não conseguem mais produzir, então vamos produzir nós mesmos". 
Política no Segundo Reinado

A política no Segundo Reinado foi marcada pela disputa entre o Partido Liberal e o Conservador. Estes dois partidos defendiam quase os mesmos interesses, pois eram elitistas.
A LEI DA TERRA
a Lei de Terras, de 1850, determinou que a aquisições de terras públicas só poderiam ocorrer através da compra, ou seja, só poderiam ser adquiridas por aqueles que tivessem condições de pagar por elas. Essa lei ajuda a entender por que o Brasil possui uma extrema concentração de terra, latifúndios improdutivos e uma grande massa de excluídos, os trabalhadores sem terra. 

Um dos objetivos da Lei de Terras foi exatamente impedir que os imigrantes e os trabalhadores brancos pobres, negros libertos e mestiços tivessem acesso à terra. Seu efeito prático foi dificultar a formação de pequenos proprietários e liberar a mão-de-obra para os grandes fazendeiros. Dessa maneira, foi barrado o acesso à terra para a grande maioria do povo brasileiro, que sem opções migrou para os centros urbanos ou tornou-se bóia-fria. Outros continuaram no campo como posseiros, numa situação de ilegalidade, sem direito ao título de propriedade. 

ELEIÇÕES DO CACETE
Eleições do Cacete é como ficaram conhecidas as eleições realizadas no Brasil em 1840. D. Pedro II, que já era imperador mesmo tendo apenas 14 anos de idade, escolheu políticos liberais para compor seu primeiro ministério e convocou novas eleições para escolher os membros da Câmara.
Os liberais queriam influência total sobre o imperador, e para conseguir alcançar mais facilmente seus interesses e ter maioria na Câmara, eles cometeram ilegalidades e violências, como roubo de urnas, falsificação de votos, espancamentos e até assassinatos. Mesmo com todas essas falcatruas, os liberais perderam poder quando, em 1841, D. Pedro II destituiu o ministério liberal, trocando-o por outro de tendência conservadora.





quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ROTEIRO DE ESTUDO: PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA








SOCIEDADE: 
Dois grupos se destacavam

Chapetones - colonos brancos nascidos na Espanha, eram privilegiados.


Criollos - brancos nascidos na América e descendentes dos espanhóis. Eram ricos, proprietários de terras mas, não tinham os mesmos privilégios dos Chapetones.

FATORES DA INDEPENDÊNCIA 
Monopólio comercial em benefício da metrópole; 
Desigualdade de direitos entre os criollos, nascidos nas colônias, e os chapetones, nascidos na Espanha; 
Enfraquecimento da Espanha pelas guerras napoleônicas.

O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Negros e mulatos se unem sob a liderança de Toussaint L'Ouverture e, mais tarde, do ex-escravo Jean-Jacques Dessalines e combateram as tropas francesas até a proclamação em 1 de janeiro de 1804.

Simon Bolívar e San Martín, os  “Líbertadores da América”,

 É importante lembrar que estes homens tinham projetos políticos diferentes. San Martín foi um general argentino que obteve sucesso no seu esforço para a independência da Espanha e ele defendia um governo monárquico. 

Enquanto Simon Bolívar foi um militar venezuelano e líder revolucionário responsável pela independência de vários países da América Espanhola que defendia um governo republicano.

Porém, é importante ressaltar que a elite hispano-americana libertou a região do domínio espanhol,mas não rompeu a dependência da europa.

A situação econômica continuou de dependência com relação à europa, especialmente com a Inglaterra e a população continuou excluída das decisão políticas e em condição de miséria.


O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL TEM INÍCIO COM O BLOQUEIO CONTINENTAL DECRETADO POR NAPOLEÃO BONAPARTE CONTRA A INGLATERRA.

Em janeiro de 1808, Portugal estava preste a ser invadido pelas tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte. Sem condições militares para enfrentar os franceses, o príncipe regente de Portugal, D. João, resolveu transferir a corte portuguesa para sua mais importante colônia, o Brasil. Contou, neste empreendimento, com a ajuda dos aliados ingleses.
Chegada da família real ao Brasil 
Nos quatorze navios, além da família real, vieram centenas de funcionários, criados, assessores e pessoas ligadas à corte portuguesa. Trouxeram também muito dinheiro, obras de arte, documentos, livros, bens pessoais e outros objetos de valor.

Após uma forte tempestade, alguns navios foram parar em Salvador e outros na cidade do Rio de Janeiro. Em março de 1808, a corte portuguesa foi instalada no Rio de Janeiro. Muitos moradores, sob ordem de D. João, foram despejados para que os imóveis fossem usados pelos funcionários do governo. Este fato gerou, num primeiro momento, muita insatisfação e transtorno na população da capital brasileira.

No ano de 1818, a mãe de D. João, D. Maria I, faleceu e D. João tornou-se rei. Passou a ser chamado de D. João VI, rei do Reino Unido a Portugal e Algarves.
Abertura dos portos às nações amigas significou a ruptura do pacto-colonial

Uma das principais medidas tomadas por D. João foi abrir o comércio brasileiro aos países amigos de Portugal. A principal beneficiada com a medida foi à Inglaterra, que passou a ter vantagens comerciais e dominar o comércio com o Brasil. Os produtos ingleses chegavam ao Brasil com impostos de 15%, enquanto de outros países deveriam pagar 24%. Este privilégio fez com que nosso país fosse inundado por produtos ingleses. Esta medida acabou prejudicando o desenvolvimento da indústria brasileira.


REVOLTA LIBERAL DE PORTO

Ocorrida na cidade do Porto em Portugal no ano de 1820 que levou à queda do absolutismo e a instalação de uma Assembleia Constituinte (Cortes de Lisboa). As Cortes de Lisboa caractrerizaram-se por uma dupla posição política, pois eram liberal em relação a Portugal, mas defendiam a recolonização do Brasil e o retorno imediato de D.João VI.

1822: o caminho para a Independência

Em 9 de janeiro de 1822, dom Pedro recebeu um abaixo-assinado que pedia sua permanência no Brasil. Contrariando as determinações das Cortes, decidiu ficar. Sua decisão marcou o Dia do Fico, momento importante na última fase da independência brasileira.
Em maio do mesmo ano, dom Pedro assinou uma portaria estabelecendo que só seriam seguidos os decretos das Cortes firmados por ele, ato que ficou conhecido como “Cumpra-se".
Em agosto, o príncipe regente viajou até a província de São Paulo, para estreitar laços de unidade e contornar divergências políticas locais. Ao receber, durante essa viagem, decretos das Cortes que anulavam seus principais atos, acabou por proclamar a Independência do Brasil, às margens do riacho do Ipiranga (na atual cidade de São Paulo), a 7 de setembro de 1822.

Quadro Independência ou Morte

O grito do Ipiranga

O nome original da tela acima é Independência ou Morte, mas ela ficou conhecida como O grito do Ipiranga. Atualmente no salão nobre do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), é a obra mais
famosa do pintor paraibano Pedro Américo (1843-1905), realizada em 1888..
Trata-se de uma pintura a óleo (7,60 x 4,16 m) que mostra dom Pedro I proclamando a Independência do Brasil. Atrás dele estão, à direita e à frente do grupo principal, os cavaleiros da comitiva; à esquerda, e em contraponto aos cavaleiros, um longo carro de boi, guiado por um homem do campo, que olha a cena curioso.
No entanto, a Independência do Brasil foi um acordo, e não uma rebelião, como nas outras colônias americanas. Como se trata de uma encomenda, o pintor Pedro Américo idealizou o momento do rompimento com a metrópole segundo os ideais românticos da época, com heroísmo e pompa.


Desdobramentos políticos da Independência

A emancipação do domínio português resultou de uma aliança política entre a elite rural brasileira, apoiada pela maçonaria, e o príncipe dom Pedro, que excluiu a participação das camadas populares e suas possíveis reivindicações.
Na prática, significou a separação política de Portugal e a perpetuação de privilégios socioeconômicos, na medida em que não provocou mudanças estruturais na nação emergente. O Brasil que nasceu da Independência era um país monárquico, agrário e escravista, dominado politicamente pela aristocracia rural e dependente economicamente do capital inglês.
Depois de proclamada, a Independência precisou ser consolidada, tanto no plano interno quanto no externo. Os interesses em jogo no novo país eram muito diferentes, e a busca do reconhecimento internacional da Independência brasileira foi demorada e dispendiosa.