# Lembre-se que mesmo sendo uma sociedade rural e de produção de subsistência, em alguns locais da europa, mesmo que raramente, ainda existia resquícios de vida urbana e práticas comerciais.
# Esse crescimento populacional implicou maior demanda de alimentos estimulando o aperfeiçoamento das técnicas agrícolas para aumentar a produção. Assim, o arado de madeira foi substituído pela charrua (arado de ferro), facilitando o trabalho de aragem; atrelagem dos animais foi aperfeiçoada, permitindo o uso do cavalo na tração; os animais passaram a ser ferrados; os moinhos foram melhorados; e o sistema trienal se estendeu por toda a Europa, proporcionando melhor qualidade e maior quantidade de produtos agrícolas
# Lembre-se que qualquer tipo de manifestação contra a Igreja era considerado Heresia.
# A ordem Feudal era mantida por 3 pilares, os que rezam, os que lutam e os que trabalham. # A crise do século XIV é marcada pela:
- escassez da mão-de-obra
servil, devido a epidemias como a “Peste Negra”;
- desorganização da produção
causada pela incidência de guerras, como a Guerra dos Cem Anos;
- aumento da mortalidade
provocada pela Grande Fome, que produziu a miséria no campo;
-eclosão de revoltas
camponesas desencadeadas pela situação de empobrecimento do homem do campo;
# Apesar da extrema difusão da adoração dos ícones no Império Bizantino, o imperador Leão III, em 726, condenou tal prática por idolatria, desencadeando assim a chamada “crise iconoclasta”. Dentre os fatores que motivaram a ação de Leão III, podemos citar :
O descontentamento imperial com o crescente prestígio e riqueza dos mosteiros (principais possuidores e fabricantes de ícones), que atraíam para o serviço monástico numerosos jovens, impedindo-os, com isso, de contribuírem para o Estado na qualidade de soldados, marinheiros e camponeses.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ALTA IDADE MÉDIA (FEUDALISMO)
- Formação do feudalismo, com a integração da cultura romana com a germânica;
- Ruralização da Europa - economia baseada na agricultura, pouco uso de moedas, formação de feudos e poucos contatos comerciais externos;
- Poder Político descentralizado e fragmentado - força política e econômica nas mãos dos senhores feudais;
- Sociedade estamental e hierarquizada em ordens: clero (os que rezam), nobreza (os que guerreiam) e servos (os que trabalham);
- Fortalecimento do cristianismo e crescimento do poder da Igreja Católica;
- Teocentrismo e enfraquecimento da cultura laica;
Os judeus viviam desde a Antiguidade na Palestina. No inicio da era cristã, quando parte do oriente Médio ficou sob o domínio dos romanos, os judeus foram expulsos e se dispersaram pelo mundo, principalmente pela Europa central e oriental. Após longa ocupação romana, no século VII a Palestina foi ocupada pelos árabes, que nesse território ficaram conhecidos como palestinos. No século XIX quando a região estava sob domínio britânico, começou a imigração de judeus para a Palestina, motivados pelo sionismo, movimento politico que defendia o direito a autodeterminação do povo judeu e a existência de um Estado nacional judaico independente e soberano no território onde historicamente existiu o antigo Reino de Israel, ou seja, na Palestina. Esse movimento se intensificou bastante com a ascensão do nazismo na Alemanha que perseguia os judeus. Após a II Guerra Mundial, em 1947, depois de muita pressão das organizações judaicas, a ONU dividiu o território da Palestina em dois Estados: um para abrigar o povo judeu e outro para o povo palestino. Israel, o Estado judeu foi proclamado em 1948. No entanto, os países árabes vizinhos, especialmente Egito, Síria e Jordânia não aceitaram o Estado judaico e atacaram o novo país. Israel venceu a guerra e ampliou o seu território, apropriando de territórios dos países árabes e de parte da Palestina que havia sido destinada aos palestinos; a outra parte como a faixa de Gaza foi ocupada pelo Egito e a Cisjordânia pela Jordânia.
Com o desaparecimento de seu Estado os palestinos espalharam-se por vários países da região. A luta pela criação de seu Estado é chamada de “questão palestina” e até hoje não foi resolvida. Foi nesse contexto que nasceu a Organização para Libertação da Palestina (OLP). Fundada em 1964, era uma frente de vários grupos de atuação moderada e controlada pelos países árabes. Mas quando o Fatah (conquista), grupo liderado por Yasser Arafat, tornou-se hegemônico na organização, esta passou a exercer diversos atentados terroristas contra Israel. Isso aconteceu especialmente a partir de 1969, quando Arafat tornou-se presidente da OLP. Entretanto, o conflito bélico que provocou as maiores transformações territoriais na região ocorreu em 1967: a Guerra dos Seis Dias, que novamente opôs Israel aos países vizinhos. Após nova vitória, Israel ampliou significativamente seu território, ocupando a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.
Os desdobramentos dessa guerra agravaram a tensão entre os Estados árabes e Israel. A partir daí as ações terroristas da OLP se ampliaram. Por terem sido derrotados, os países árabes perderam vastos territórios; assim um novo conflito bélico eclodiu em 1973, a Guerra do Yom Kipur (dia do perdão). Novamente Israel venceu e o novo presidente do Egito, Anuar Sadat se deu conta que não poderia vencer o inimigo no campo de batalha e procurou um acordo com Israel. Em 1979, Israel concordou em devolver a península do Sinai ao Egito em troca de paz. O acordo de paz foi assinado pelos presidentes dos dois países em Camp David, nos EUA. Esse acordo marcou pela primeira vez o reconhecimento do Estado de Israel por um país árabe. O presidente egípcio foi assassinado por grupos extremistas que não aceitavam negociar com os israelenses.
Em 1982, Israel invadiu o Líbano para expulsar os guerrilheiros da OLP, que utilizavam o território do país vizinho como base para as suas operações. Após um acordo, entretanto, Israel não retirou suas tropas integralmente do Líbano e manteve ocupada uma estreita faixa no sul do país como justificativa de proteger sua fronteira norte. Juntamente a isso, o governo israelita incentivou a ocupação dos territórios ocupados pela população judia (colônias judaicas). No final da década de 1980, a OLP abdicou da luta armada e do terrorismo e se tornou em uma organização politica empenhada na construção do Estado palestino. Isso abriu caminho para um período de negociações. Em 1993, foram iniciadas as negociações de paz entre o Estado de Israel e a OLP, com a assinatura do acordo de Olso na Noruega, que culminaram no reconhecimento reciproco e no inicio do processo de devolução aos palestinos da Faixa de Gaza e das cidades da Cisjordânia. Ao mesmo tempo para substituir a OLP foi criada a ANP –Autoridade Nacional Palestina, para administrar esses territórios (um embrião do futuro Estado palestino). Em 1994, a Jordânia também reconheceu o Estado de Israel, firmando um acordo de utilização conjunta das águas do rio Jordão.
Em 2000 houve um encontro entre as lideranças de Israel e da Autoridade Palestina, mas os judeus não concordaram em dividir a cidade de Jerusalém que para os israelitas é capital perpetua e indivisível. Os palestinos, por sua vez também não abrem mão da parte oriental da cidade para ser a capital do seu Estado. Em 2001, os trabalhistas perdem as eleições em Israel para os conservadores, com a vitória de Ariel Sharon, as negociações de paz foram congeladas. Ao mesmo tempo o governo israelense retomou a implantação de colônias na Cisjordânia para inviabilizar a devolução desse território, como tinha sido acordado. Em consequência disso, houve uma intensificação das ações terroristas promovidas pelo Hamas, Hezbolah e Jihad Islâmica que não concordo com a politica da Autoridade Palestina. Em 2004 Iasser Arafat morre e as negociações de paz ficam mais difíceis. Em 2005, Israel iniciou a retirada de colonos da Faixa de Gaza, transferindo integralmente este território para a Autoridade Palestina. Entretanto, ao mesmo tempo em que desocupava a Faixa de Gaza, Israel expandia os assentamentos judaicos na Cisjordânia e ampliava a cerca de segurança como justificativa de impedir a entrada de terroristas palestinos. Embora o governo de Israel diga que esta cerca tem caráter provisório, os palestinos temem que ela acabe definindo o limite entre o Estado de Israel e o futuro Estado palestino. A cerca abrange 7% dos territórios da Cisjordânia ocupados por colônias judaicas e reivindicados pelos palestinos.
Tem sido muito difícil um acordo de paz no longo conflito que envolve judeus e palestinos porque há radicais dos dois lados tentando boicotá-lo. Do lado palestino há três organizações que tem sido responsáveis por atentados terroristas contra a população israelense: Hamas, a Jihad Islâmica e as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa. Esses grupos são contrários a qualquer concessão a Israel e defendem que os judeus devem ser expulsos da Palestina. Do lado de Israel há os setores da direita, do partido Likud e especialmente dos partidos Ortodoxos que abrigam o fundamentalismo religioso judaico. Esses setores da sociedade israelense defendem que a “terra santa”, a “terra prometida” pertence só aos judeus. São contrários a retirada dos colonos judeus que vivem na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, portanto, em territórios já oficialmente devolvidos por Israel aos palestinos. Além disso, a capacidade militar israelense é muito superior e a sua retaliação a qualquer agressão dos grupos terroristas palestinos a sua população civil, quase sempre mata muito mais civis palestinos. Sem contar que a população palestina tem sua circulação controlada pelas forças de segurança de Israel. O deslocamento entre Gaza e Cisjordânia passa necessariamente pelo território israelense. Assim, os palestinos ao entrarem em território judeu ou por alguma barreira tem de enfrentar longas filas e apresentar documentos, o que torna seu cotidiano sofrido e humilhante.
01. (IFBA)“Os Estados Árabes se consideram em estado de guerra com Israel e, desde 1948, não cessam de proclamar sua vontade de lançar os israelitas no mar e de riscar seu Estado do mapa do Oriente próximo (...).” FRIEDMANN, Georges. Fim do povo judeu? São Paulo: Perspectiva, 1969, p. 243. Iniciado em 1848, o conflito palestino-israelense constituiu, no Oriente Médio, o que se convencionou chamar de Questão Palestina, que está longe de ser resolvida, ainda hoje, e pode ser relacionada à a) exigência, pelos países do Oriente Médio, de cumprimento do Plano da ONU de Partição da Palestina, que criava o Estado Palestino no final da Segunda Guerra Mundial. b) incapacidade dos países vencedores da Segunda Guerra de garantir a paz no Ocidente nos anos posteriores ao conflito, provocando uma fuga em massa de judeus para a Palestina. c) construção de um padrão de instabilidade nas relações internacionais pelo recém-criado Estado de Israel, que contava com o apoio dos Estados Unidos, da União Soviética e da ONU. d) recusa árabe à partilha da Palestina, imposta pela ONU, que submeteu a maior parte do território ao controle do recém-criado Estado de Israel, sem que se respeitasse a soberania dos povos desta região. e) extinção oficial do mandato britânico sobre a Palestina, no final da Segunda Guerra, com reconhecimento imediato pelos países vencedores da independência de todos os países do Oriente Médio.
02. UERJ - A Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) conta hoje com a adesão da maioria dos estados-nacionais. O conteúdo desse documento, no entanto, permanece como um ideal a ser alcançado. Observe o que está disposto em seu artigo XV:
1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.
portal.mj.gov.br
Desde a década de 1960, em virtude de conflitos, o direito expresso nesse artigo vem sendo sonegado à maior parte da população pertencente ao seguinte povo e respectivo recorte espacial:
(A) árabe – regiões ocupadas pela Índia (B) esloveno – distritos anexados pela Sérvia (C) palestino – territórios controlados por Israel (D) afegão – províncias dominadas pelo Paquistão
03. Enem 2011 - Em discurso proferido em 20 de maio de 2011, o presidente dos EUA, Barack Obama, pronunciou-se sobre as negociações relativas ao conflito entre palestinos e israelenses, propondo o retorno à configuração territorial anterior à Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967.Sobre o contexto relacionado ao conflito mencionado é correto afirmar que:
a) A criação do Estado de Israel, em 1948, marcou o início de um período de instabilidade no Oriente Médio,pois significou o confisco dos territórios do Estado da Palestina que existia até então e desagradou o mundo árabe.
b) A Guerra dos Seis Dias insere-se no contexto de outras disputas entre árabes e israelenses, por causa das reservas de petróleo localizadas naquela região do Oriente Médio.
c) A Guerra dos Seis Dias significou a ampliação territorial de Israel, com a anexação de territórios, justificada pelos israelenses como medida preventiva para garantir sua segurança contra ações árabes.
d) O discurso de Obama representa a postura tradicional da diplomacia norte-americana, que defende a existência dos Estados de Israel e da Palestina, e diverge da diplomacia europeia, que condena a existência dos dois Estados.
04. (UNICAMP 2001 - Geografia - Questão 14) Leia atentamente o texto a seguir e analise o mapa apresentado. Desde meados dos anos 60, o Oriente Médio tem sido palco de inúmeras guerras e dezenas de atentados, resultantes das lutas pela delimitação de territórios israelenses e palestinos. As recentes reuniões de cúpula em Camp David (EUA) têm gerado alguns avanços nas negociações entre esses povos.
a) Que território está sendo utilizado atualmente como sede provisória da Autoridade Palestina? b) Com base no mapa, responda como está distribuído o espaço religioso na área urbana de Jerusalém.
05. UNIFESP - 2003
Leia as frases seguintes, sobre as dificuldades para a paz entre Israel e a Palestina.
I. Destino de 3 milhões de refugiados palestinos dispersos pelos países vizinhos.
II. Controle do Rio Jordão a partir das colinas de Golã, que estão sob domínio da Síria.
III. Fim da Intifada, movimento de judeus pela aceitação do acordo de Oslo.
IV. Definição da situação de Jerusalém, apontada como capital por judeus e considerada sagrada pelos palestinos.
V. Presença de colônias judaicas em áreas destinadas ao estado Palestino. Está correto o que se afirma em: a) I, II e IV, apenas. b) I, III e V, apenas. c) I, IV e V, apenas. d) II, III e IV, apenas. e) II, III e V, apenas.
06. (UEL) Um dos grandes conflitos do Oriente Médio tem sido o confronto árabe-israelense, cujas origens remontam ao período que segue à: A) Segunda Guerra Mundial, quando os países vencedores apoiaram a Liga Árabe a invadir o território de Gaza. B) Primeira Guerra Mundial, quando a Liga das Nações, pressionada pelos Estados Unidos, dividiu o território Palestino para criar o Estado de Israel. C) Segunda Guerra Mundial, quando a ONU, através das forças de paz, obrigaram Israel a abandonar o Sinai, garantindo o controle do Canal de Suez ao Egito. D) Primeira Guerra Mundial, quando a Liga das Nações aprovou a Declaração Balfour, colocando a Palestina sob o governo da Inglaterra. E) Segunda Guerra Mundial, quando a ONU, retirando suas tropas da região, permitiu a ocupação da colina de Golan e dos territórios da Cisjordânia.
07. (PUC-MG/2008 – adaptada) Leia atentamente o texto a seguir, de Moacyr Scliar. “Israel representa uma mudança transcendente na multimilenar trajetória dos judeus. O Holocausto e as revelações sobre o massacre de judeus deram dramática legitimidade ao movimento sionista e reivindicação de um território. A fundação de Israel deveria ser decidida pela recém-criada Organização das Nações Unidas. EUA e URSS apoiavam a partilha da Palestina e a criação de dois Estados, um árabe, outro judeu. Com as superpotências coincidindo em seus pontos de vista, não foi difícil para a Assembleia Geral da ONU aprovar, em novembro de 1947, a divisão da Terra Santa. O projeto foi rejeitado pelos representantes dos países árabes. Mas os judeus, liderados por David Ben-Gurion, levaram a proposta adiante. Quase seis meses depois, 14 de maio de 1948, proclamaram a independência. Imediatamente estourou o conflito bélico, vencido pelos israelenses. Outros conflitos vieram, notadamente a Guerra dos Seis Dias. Israel consolidou-se como potência militar. Desde então, travasse uma luta amarga e desumana entre israelenses e palestinos, que, ao longo dessas décadas, acabaram por forjar uma identidade nacional.” A partilha da Palestina está completando 60 anos (2008). Tendo em vista a partilha e seus impactos, a base para a criação do Estado de Israel foi assentada A) na existência de um Estado judaico sob aprovação dos países árabes. B) na legitimação pela força, comprovada pela sequência de conflitos e guerras. C) na possibilidade da existência de uma maioria judaica em um território. D) na ideologia sionista, que defendia a entrada dos judeus na Palestina sob domínio inglês. E) Em um fi m da discussão pacífi ca entre árabes e muçulmanos.
08. Enem 2007 - Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de partilha da Palestina que previa a criação de dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe em aceitar a decisão conduziu ao primeiro conflito entre Israel e países árabes. A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da decisão egípcia de nacionalizar o canal, ato que atingia interesses anglo-franceses e israelenses. Vitorioso, Israel passou a controlar a Península do Sinai. O terceiro conflito árabe-israelense (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da vitória de Israel. Em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças egípcias e sírias atacaram de surpresa Israel, que revidou de forma arrasadora. A intervenção americano-soviética impôs o cessar-fogo, concluído em 22 de outubro.
A partir do texto acima, assinale a opção correta. a) A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação bélica de tradicionais potências europeias no Oriente Médio. b) Na segunda metade dos anos 1960, quando explodiu a terceira guerra árabe-israelense, Israel obteve rápida vitória. c) A guerra do Yom Kippur ocorreu no momento em que, a partir de decisão da ONU, foi oficialmente instalado o Estado de Israel. d) A ação dos governos de Washington e de Moscou foi decisiva para o cessar-fogo que pôs fim ao primeiro conflito árabe-israelense. e) Apesar das sucessivas vitórias militares, Israel mantém suas dimensões territoriais tal como estabelecido pela resolução de 1947 aprovada pela ONU.
09. (UFMG - 2009) Analise este mapa: Envolvido, desde sua fundação, em conflitos na região, o Estado de Israel completou, em maio de 2008, 60 anos de existência. Considerando-se as disputas territoriais entre árabes e israelenses e outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que
a) a Autoridade Nacional Palestina controla os territórios de Gaza e do sul do Líbano e, em 2006, com o auxílio da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia, garantiu a soberania sobre essas regiões.
b) a cidade de Jerusalém, considerada sagrada por três religiões, foi ocupada por Israel em 1949, ao final da Primeira Guerra Árabe-Israelense, e, depois dos Acordos de Oslo, foi reconhecida pela ONU como capital do país.
c) a região das colinas de Golã, rica em fontes de água e ocupada por Israel durante a Segunda Guerra Árabe-Israelense, foi devolvida à Síria em 2000, como parte dos tratados de paz firmados entre os dois países.
d) o Governo de Israel promoveu, em 2005, a retirada de colonos judeus da faixa de Gaza, no entanto, apesar de pressões de organismos internacionais, manteve assentamentos judaicos no território da Cisjordânia.
10. (PUC-RIO -2009) O Estado de Israel, que completou 60 anos em maio deste ano, teve suas fronteiras definidas a partir de várias guerras com países vizinhos. A esse respeito, avalie as afirmativas abaixo:
I - O plano de Partilha da ONU (Resolução 181) de 1947 previa a retirada das tropas do Império russo, a criação de um Estado judaico e de um Estado independente árabe-palestino na região da Palestina.
II - Os árabes rejeitaram o plano de partilha da Palestina aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas e atacaram o recém-formado Estado de Israel em 1948: era o começo dos conflitos árabe-israelenses e do dilema dos refugiados palestinos.
III - A vitória israelense na Guerra dos Seis Dias (1967) permitiu a ocupação de quase toda a Palestina, isto é, do Sinai, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, de Jerusalém e o do Iraque.
IV - A partir de 1987, a população civil palestina começou a série de levantes (Intifada) contra a ocupação israelense usando paus, pedras e atentados.
ASSINALE a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
c) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas II e III estão corretas.
e) Somente as afirmativas III e IV estão corretas.
11. (UERJ-1999) A charge abaixo, publicada antes das primeiras negociações do processo de paz iniciado no final dos anos 70, retratava a postura dos Estados Unidos em relação a seu apoio a Israel.
(Jornal do Brasil, 15/06/97)
A posição norte-americana de ajuda a Israel, desde sua criação em 1948, em oposição ao mundo
árabe, é explicada pelo seguinte fato:
(A) constituição de Israel como um estado democrático, situado num território concedido aos
palestinos pela ONU
(B) situação estratégica de Israel como baluarte do ocidente, encravado numa região de conflitos,
como o Oriente Médio
(C) desempenho de Israel como ponto de apoio para o mundo capitalista, localizado numa área
alinhada ao mundo comunista
(D) formação de um Estado Livre Palestino como sustentáculo do mundo árabe, numa região
pertencente, por direito, a Israel
12. UNICAMP 2003 - A primeira palavra que vem à cabeça de qualquer um que pense em Oriente Médio é “conflito”. Região que deu origem às grandes civilizações e a religiões que ainda hoje encontram seguidores nos quatro cantos do mundo. (Keila Grinberg, “O mundo árabe e as guerras árabe-israelenses”, in Século XX, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000, vol. III, p. 99.)
a) Nomeie três importantes religiões que se originaram no Oriente Médio.
b) Explique as condições de criação do Estado de Israel.
c) O que é a questão palestina?
Gabarito / Resolução
01. D
02. C
03. C
04.
a) O território provisório da Autoridade Palestina localiza-se na Faixa de Gaza. b) Na cidade antiga de Jerusalém convivem as 3 grandes religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo. Para cada uma destas religiões, há um local sagrado: 1 - Monte do Templo ( muçulmanos) 2 - Igreja do Santo Sepulcro (cristãos) 3 - Muro das Lamentações ( judeus).
05. C
06. A
07. B
08. B
09. D
10. C
11. B
12.
a) As três religiões originadas no Oriente Médio são Judaísmo, Cristianismo e Islamismo (religião muçulmana).
b) A expulsão da população judia da Europa pelo anti-semitismo, particularmente a política de perseguição e extermínio dos judeus movida pelo nazismo, marca o período que se estende do entre-guerras ao fim da Segunda Guerra Mundial. Antes disso, porém, já havia a imigração sionista para a região da Palestina (que na origem seria a Terra Prometida), movimento que ganha nova força com o fim da Segunda Guerra. Em 29 de novembro de 1947, como forma de compensação aos judeus, a Assembléia Geral das Nações Unidas vota a partilha da Palestina entre um Estado Judaico e um Estado Árabe, conferindo a Jerusalém o status de território internacional. Os conflitos entre árabes e judeus são iniciados já no dia seguinte à partilha pelos árabes, que não aceitaram a divisão. Em 15 de maio de 1948 foi proclamado o Estado Judaico em Tel Aviv.
c) Trata-se do conflito decorrente da criação do Estado de Israel (item b) com o conseqüente deslocamento de populações, na sua maior parte de religião muçulmana e que se encontravam estabelecidas na região há muito tempo. A questão palestina também é associada à luta pela criação de um Estado Palestino, como um dos principais objetivos dos palestinos em sua luta contra Israel.
Revolução Russa Em 1917, na Rússia, houve uma revolução que instituiu o primeiro Estado socialista da história. Dessa revolução nasceu a União Soviética, que se tornou uma grande potência do século XX junto aos Estados Unidos.
Sociedade rural No começo do século XX, a economia russa era baseada na produção de trigo. Mais de 80% da população residia no campo, sendo, em sua maioria, camponeses pobres.
Industrialização tardia
Ao contrário da maioria dos países da Europa, a Rússia deu início a sua industrialização apenas em 1984, quando o governo ofereceu incentivos para a entrada de capital estrangeiro no país, provenientes principalmente da França e da Alemanha. Os empregos gerados pela industrialização se concentravam em grandes centros urbanos e, normalmente, eram salários baixíssimos com uma jornada de 12 horas de trabalho por dia. Assim, formaram-se grupos de trabalhadores que organizaram projetos políticos baseados em ideias socialistas e revolucionárias que, de alguma forma, melhorassem a vida da classe operária.
Partidos políticos
Após a organização dos operários, criou-se o Partido Operário Social-Democrata Russo. Como o governo czarista russo não admitia qualquer forma de oposição ao seu governo, esse partido foi violentamente perseguido e desarticulado em 1898. No entanto, seus líderes se reorganizaram no exterior. Em 1903. divergências quanto à forma de ação levou o partido a se dividir em dois grupos: Mencheviques:Pequeno grupo que defendia que o melhor caminho era estabelecer alianças entre trabalhadores e a burguesia liberal para conquistar o poder. Bolcheviques:A maioria. Defendia a conquista imediata do poder, mediante a uma revolução. Defendia um governo onde a classe operária dominasse. O principal líder era Lenin.
Revolta de 1905
Em 1904, devido à disputa por territórios na China, a Rússia entra em guerra com o Japão. Com exércitos despreparados, os russos foram derrotados, em 1905, perdendo territórios. Essa derrota agravou a crise econômica no Império russo e a insatisfação da população. A partir daí, houve diversas manifestações e protestos contra o governo. Esse conjunto de manifestações foi chamadas de Revolta de 1905. Dois episódios marcaram essa revolta. São eles:
Domingo Sangrento: Durante uma manifestação pacífica em frente ao palácio czar, a guarda czarista reagiu violentamente, resultando em centenas de manifestante mortos. Essa ação da guarda revoltou toda a sociedade russa.
Revolta do Encouraçado Potemkin: Os tripulantes do navio de guerra russo, Potemkin, rebelaram-se contra seus comandantes, sendo apoiados pela população. Nessa época surgiram os primeiros sovietes, isto é, conselhos de operários, criados para coordenar as greves operárias. Após o final da guerra contra o Japão, as tropas se direcionaram às manifestações, anulando grande parte delas. A revolta de 1905 foi controlada e os líderes dela foram exilados.
Entrada na Primeira Guerra
O governo russo mobilizou cerca de 13 milhões de soldados para a guerra. No entanto, as tropas não estavam preparadas para resistir por muito tempo. Depois de dois anos de lutas, a economia russa entrou na reserva (colapso). Por causa da guerra, os meios de transporte foram destruídos e a produção agrícola foi arrasada. O preço dos alimentos subiu absurdamente e a população começou a passar fome.
Processo revolucionário russo
O processo revolucionário pode ser dividido em três fases:
O governo foi controlado pelos “brancos”, nome dado aos não bolcheviques. Explicação: O czar foi deposto e um governo provisório foi formado por políticos liberais. Nesse governo podemos destacar as seguintes medidas adotadas:
redução da jornada de trabalho para oito horas diárias
anistia aos exilados
garantia do direito de expressão
O governo provisório, porém, não resolveu as crises enfrentadas pelo país e não retirou os soldados da Primeira Guerra Mundial. Beneficiado pela anistia, Lenin, líder revolucionário antes exilado, regressou à Rússia e passou a liderar a oposição (bolcheviques) ao governo provisório.
Revolução Vermelha (outubro) – Ideias socialistas
Com o apoio das forças armadas, os bolcheviques tomaram o poder. Nesse governo podemos destacar as seguintes medidas adotadas:
Pedido de paz imediata: retirada da Rússia guerra
Confisco de propriedade privada: divisão das terras por igual
Estatização da economia: nacionalização de empresas (bancos, fábricas)
Guerra civil Após conflitos violentos em uma guerra civil, o governo bolchevique manteve-se no poder. Em 1918 o partido antes denominado como Bolchevique passa a se chamar Partido Comunista e se consolidam no poder. Após a instauração definitiva do socialismo na Rússia, os países capitalistas se afastaram do país para que o crescimento do socialismo fosse impedido.
Adoção da NEP Após a guerra civil , a economia russa se encontrava arrasada. O governo de Lenin decidiu , então, adotar medidas de carater liberal (capitalista) como, por exemplo, a liberdade de comércio interno e de salários, criação de empresas privadas e empréstimos estrangeiros. Ainda assim, o governo socialista predominava, gerenciando o sistema bancário e as indústrias de base.
Partido Único Durante esse período novo da história russa o governo não admitia qualquer tipo de oposição e tornou-se o único partido existente em todo o país.
Criação da URSS Em 1922 foi fundada a União das Republicas Socialistas Soviéticas (URSS), populamente conhecida como União Soviética.
Governo de Stalin Após o falecimento de Lenin, Stalin, por meio de meios um tanto duvidosos, assumiu o poder. Stalin abandonou a NEP, renacionalizando a economia. Por meio de estatização da economia, Stalin promoveu os seguintes pontos à Rússia.
Desenvolveu a indústria de base, explorando as reservas minerais do país
Mecanizou a agricultura
Desenvolveu a educação pública com o ensino obrigatório e gratuito, erradicando o analfabetismo
É claro que nem tudo foi bom, pois nenhum o governo é perfeito. O lado perverso desse governo foi a sangrenta ditadura que perseguiu cruelmente as oposições políticas.
No século XVI a Igreja Católica teve seu poder político e espiritual contestado. Num momento em que várias mudanças sociais, econômicas e culturais ocorriam na Europa, o poder da Igreja já não representava os anseios, principalmente, da nobreza e da emergente burguesia. Membros da própria Igreja, como o frade e professor Martinho Lutero, propuseram uma ampla reforma religiosa, que deu origem às religiões protestantes.
O que foi e principais características
A Reforma Luterana foi um movimento de caráter religioso, surgido na Alemanha na segunda década do século XVI, liderado por Martinho Lutero. Este movimento criticava várias ações da Igreja Católica, propôs novos caminhos para o cristianismo e resultou na criação da Igreja Luterana. Este movimento teve forte apoio da nobreza da Alemanha, desaprovou o capitalismo e a utilização do dinheiro.
Principais causas da Reforma Luterana
- Lutero era contrário à venda de indulgência praticada pela Igreja Católica. De acordo com esta prática, bastava pagar à Igreja para se livrar dos pecados. A venda de indulgências foi um recurso usado para angariar fundos para a construção da Basílica de São Pedro.
- Centralização do poder nas mãos do papa, assim como a concentração de terras.
- Descontentamento da nobreza alemã com o poder político da Igreja Católica.
- Crise institucional e moral pela qual passava a Igreja Católica naquele momento.
As 95 teses de Lutero
Em 1517, Lutero fixou as 95 teses na porta da igreja de Wittenberg. Estas teses criticavam a venda de indulgências, questionava o poder papal e algumas práticas católicas, além de propor uma ampla reforma religiosa. Estas teses circularam pela Alemanha conquistando, principalmente, a simpatia de nobres (principes e senhores feudais).
Em 1520, o papa Leão X exigiu a retratação de Lutero. Este, não só se retratou como queimou em praça pública o documento papal. Foi excomungado e considerado herege. Protegido pelo príncipe da Saxônia se refugiou no castelo de Wartburg. Neste local, passou a traduzir a Bíblia para a língua alemã.
Princípios religiosos da Doutrina Luterana
Em 1530, Lutero divulgou os principais princípios da doutrina Luterana:
- Salvação pela fé;
- Presença da verdade somente na Bíblia;
- Extinção do clero regular (ordens religiosas);
- Livre interpretação da Bíblia, sem a necessidade de pregadores, padres ou outros intermediários;
- Eliminação de tradições e rituais nos cultos religiosos;
- Fim do celibato (proibição do casamento de padres, por exemplo);
- Proibição do uso de imagens nas igrejas;
- Uso do alemão nos cultos religiosos (não mais o latim como única língua);
- Eucaristia e batismo como únicos sacramentos válidos.
CALVINISMO
João Calvino, chega a Suíça. Em 1536, publicou a obra INSTITUIÇÃO DA RELIGIÃO CRISTÃ. Ele pede proteção para os Huguenotes,ao rei Francisco I.
Rapidamente suas pregações se espalharam e ele passou a ter controle sobre a vida política, religiosa e social das pessoas. Colocou uma censura tão rígida quanto à católica.
Sua doutrina baseava-se em:
» predestinação – o homem sendo dependente da vontade de Deus;
» sacramentos – o batismo e a eucaristia;
» condenação ao uso de imagens;
Calvino pregava que a riqueza material através do trabalho era um sinal que a pessoa estava destinada à salvação. Por isso foi tão bem aceita entre os burgueses.
INGLATERRA
Na Inglaterra, foi o rei Henrique VIII que tomou a frente na revolução protestante. Essa tinha caráter político. O rei rompeu com a igreja por motivos pessoais.
Henrique VIII e Ana Bolena
Ele queria divorciar-se de Catarina de Aragão para casar-se com Ana Bolena. O motivo da separação: ele queria ter um herdeiro para o trono inglês.
O papa negou a anulação do casamento, porque Catarina era aparentada de Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Logo o papa não queria ter problemas com Carlos que era seu aliado. Por isso Henrique VIII rompeu com a igreja em 1534. publicou pelo Parlamento o ATO DE SUPREMACIA. Esse documento o fazia chefe da igreja, que logo mais ficou conhecida como Anglicana. O Papa o excomungou , e ele com rei confiscou os bens da igreja católica na Inglaterra.
Suas reformas só terminaram com Elisabeth I, sua filha com Ana Bolena.
CONTRA-REFORMA
Com a expansão do protestantismo na Europa, a igreja católica entrava em crise. Por isso foram necessários meios para frear a expansão reformista.
Por isso o Papa Paulo III, em 1538, junto com um grupo religioso produziram um documento, onde se fazia uma auto-crítica aos interesses materiais da igreja e ao comportamento imoral de muitos clérigos.
Em 1534, A Companhia de Jesus foi fundada, seu idealizador foi Ignácio de Loyola. Esta ordem religiosa tinha a semelhança de um exército. Por terem uma obediência sem igual aos seus superiores e uma rígida conduta moral, os “soldados de Cristo”, como eram chamados os jesuítas possibilitaram uma reorganização no comportamento clerical.
O CONCÍLIO DE TRENTO
Em 1545, o Papa Paulo III , querendo modificar a igreja, convocou os membros do alto clero para uma assembléia. Onde o objetivo desse concílio era resolver os problemas da fé e eliminar vários atritos que levaram muitos a entrarem nas religiões protestantes.
Algumas das proibições foram:
» a venda de indulgências;
» a obrigatoriedade de se estudar em um seminário para se tornar um clérigo;
» a venda de cargos do alto clero;
Mas também foram reafirmados alguns dogmas:
» a salvação só pode ser através da fé e boas obras;
» celibato clerical;
» indissolubilidade do casamento;
» infabilidade da Papa;
» culto a virgem Maria e aos santos
» manutenção da hierarquia eclesiástica;
Foi neste Concílio que houve a reativação da Inquisição ou o tribunal do Santo ofício, para julgar e punir hereges, ou seja, aqueles que resolvessem questionar ou falar algo diferente dos dogmas católicos.
Para silenciar essas vozes, a inquisição usava do terror . com isso muitos foram condenados e executados. Também nesta época foi criado o INDEX- uma lista de livros proibidos pela santa Inquisição, isto serviu para atrapalhar o desenvolvimento cultural e científico.
A contra- reforma foi mais atuante em Portugal e Espanha. Com foram estes países que deram início a expansão marítima, a fé católica através dos jesuítas, foi levada as colônias nas Américas central e sul , enquanto o protestantismo foi para a América do Norte pelos ingleses.