sábado, 1 de outubro de 2011

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Para entendermos como o Brasil se tornou uma nação independente, devemos perceber como as transformações políticas, econômicas e sociais da época abriram espaço para a possibilidade da independência.

O que tem a ver a Revolução Francesa com a Independência do Brasil? 

O elo entre os dois fatos históricos é um episódio que ficou conhecido como Bloqueio continental.

O imperador francês, Napoleão Bonaparte, havia colocado em prática uma política militar expansionista, com intuito de estender seu domínio sobre toda a Europa. Mas a Inglaterra, a maior potência industrial européia, conseguiu resistir às tentativas de conquista por parte da França napoleônica.

Com o objetivo de quebrar a resistência da Inglaterra, Napoleão tentou sufocá-la economicamente proibindo os países europeus de comercializarem com os ingleses, ao decretar, em 1806, o Bloqueio Continental.

Portugal  e o bloqueio continental

                                                
Portugal se encontrava numa situação bastante difícil, sofrendo pressões tanto dos ingleses quanto dos franceses.

De um lado, Napoleão exigia que Portugal rompesse política e economicamente com a Inglaterra, fechasse seus portos e expulsasse o embaixador inglês.

Mas a Inglaterra tinha fortes laços comerciais com Portugal. Por conta disso, os ingleses pressionaram os portugueses para que assinassem uma convenção secreta, que asseguraria a Portugal a transferência da sede da monarquia lusitana para o Brasil.

Em contrapartida, os portugueses deveriam tomar as seguintes medidas em benefício da Inglaterra: a entrega da esquadra portuguesa; a entrega da Ilha da Madeira; a concessão de um porto livre em território colonial brasileiro; e a assinatura de inúmeros tratados de comércio exclusivamente com os ingleses.

A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil foi episódio de grande importância para que possamos iniciar as justificativas da nossa independência. Ao pisar em solo brasileiro, Dom João VI tratou de cumprir os acordos firmados com a Inglaterra, que se comprometera em defender Portugal das tropas de Napoleão e escoltar a Corte Portuguesa ao litoral brasileiro. Por isso, mesmo antes de chegar à capital da colônia, o rei português realizou a abertura dos portos brasileiros às demais nações do mundo.

Do ponto de vista econômico, essa medida pode ser vista como um primeiro “grito de independência”, onde a colônia brasileira não mais estaria atrelada ao monopólio comercial imposto pelo antigo pacto colonial. Com tal medida, os grandes produtores agrícolas e comerciantes nacionais puderam avolumar os seus negócios e viver um tempo de prosperidade material nunca antes experimentado em toda história colonial. A liberdade já era sentida no bolso de nossas elites.


Foi nesse contexto que uma revolução constitucionalista tomou conta dos quadros políticos portugueses em agosto de 1820. A Revolução Liberal do Porto tinha como objetivo reestruturar a soberania política portuguesa por meio de uma reforma liberal que limitaria os poderes do rei e reconduziria o Brasil à condição de colônia.

Temendo perder sua autoridade real, D. João saiu do Brasil em 1821 e nomeou seu filho, Dom Pedro I, como príncipe regente do Brasil.

A medida ainda foi acompanhada pelo rombo dos cofres brasileiros, o que deixou a nação em péssimas condições financeiras. Em meio às conturbações políticas que se viam contrárias às intenções políticas dos lusitanos, Dom Pedro I tratou de tomar medidas em favor da população tupiniquim. Entre suas primeiras medidas, o príncipe regente baixou os impostos e equiparou as autoridades militares nacionais às lusitanas. Naturalmente, tais ações desagradaram bastante as Cortes de Portugal.

Mediante as claras intenções de Dom Pedro, as Cortes exigiram que o príncipe retornasse para Portugal e entregasse o Brasil ao controle de uma junta administrativa formada pelas Cortes. A ameaça vinda de Portugal despertou a elite econômica brasileira para o risco que as benesses econômicas conquistadas ao longo do período joanino corriam. Dessa maneira, grandes fazendeiros e comerciantes passaram a defender a ascensão política de Dom Pedro I à líder da independência brasileira.

No final de 1821, quando as pressões das Cortes atingiram sua força máxima, os defensores da independência organizaram um grande abaixo-assinado requerendo a permanência e Dom Pedro no Brasil. A demonstração de apoio dada foi retribuída quando, em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro I reafirmou sua permanência no conhecido Dia do Fico. A partir desse ato público, o príncipe regente assinalou qual era seu posici
onamento político.

"Independência ou morte".

PRIMEIRO REINADO

O Primeiro Reinado é a fase da História do Brasil que corresponde ao governo de D. Pedro I. Tem início em 7 de setembro de 1822, com a Independência do Brasil e termina em 7 de abril de 1831, com a abdicação de D. Pedro I.O governo de D. Pedro I enfrentou muitas dificuldades para consolidar a independência, pois no Primeiro Reinado ocorrem muitas revoltas regionais, oposições políticas internas.




Reações ao processo de Independência

Em algumas províncias do Norte e Nordeste do Brasil, militares e políticos, ligados a Portugal, não queriam reconhecer o novo governo de D. Pedro I. Nestas regiões ocorreram muitos protestos e reações políticas. Nas províncias do Grão-Pará, Maranhão, Piauí e Bahia ocorreram conflitos armados entre tropas locais e oficiais.

Constituição de 1824

Em 1823, durante a elaboração da primeira Constituição brasileira, os políticos tentaram limitar os poderes do imperador. Foi uma reação política a forma autoritária de governar do imperador. Neste mesmo ano, o imperador, insatisfeito com a Assembléia Constituinte, ordenou que as forças armadas fechassem a Assembléia. Alguns deputados foram presos.

D.Pedro I escolheu dez pessoas de sua confiança para elaborar a nova Constituição. Esta foi outorgada em 25 de março de 1824 e apresentou todos os interesses autoritários do imperador. Além de definir os três poderes (legislativo, executivo e judiciário), criou o poder Moderador, exclusivo do imperador, que lhe concedia diversos poderes políticos.

A Constituição de 1824 também definiu leis para o processo eleitoral no país. De acordo com ela, só poderiam votar os grandes proprietários de terras, do sexo masculino e com mais de 25 anos. Para ser candidato também era necessário comprovar alta renda (400.000 réis por ano para deputado federal e 800.000 réis para senador).

Guerra da Cisplatina

Este foi outro fato que contribuiu para aumentar o descontentamento e a oposição ao governo de D.Pedro I. Entre 1825 e 1828, o Brasil se envolveu na Guerra da Cisplatina, conflito pelo qual esta província brasileira (atual Uruguai) reivindicava a independência. A guerra gerou muitas mortes e gastos financeiros para o império. Derrotado, o Brasil teve que reconhecer a independência da Cisplatina que passou a se chamar República Oriental do Uruguai.
Confederação do Equador
                                                        
As províncias de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará formaram, em 1824 a Confederação do Equador. Era a tentativa de criar um estado independente e autônomo do governo central. A insatisfação popular com as condições sociais do país e o descontentamento político da classe média e fazendeiros da região com o autoritarismo de D.Pedro I foram as principais causas deste movimento.

Em 1824, Manuel de Carvalho Pais de Andrade tornou-se líder do movimento separatista e declarou guerra ao governo imperial.

O governo central reagiu rapidamente e com todos as forças contra as províncias separatistas. Muitos revoltosos foram presos, sendo que dezenove foram condenados a morte. A confederação foi desfeita, porém a insatisfação com o governo de D.Pedro I só aumentou.

Desgaste e crise do governo de D.Pedro I

Nove anos após a Independência do Brasil, a governo de D.Pedro I estava extremamente desgastado. O descontentamento popular com a situação social do país era grande. O autoritarismo do imperador deixava grande parte da elite política descontente. A derrota na Guerra da Cisplatina só gerou prejuízos financeiros e sofrimento para as famílias dos soldados mortos. Além disso, as revoltas e movimentos sociais de oposição foram desgastando, aos poucos, o governo imperial.

Outro fato que pesou contra o imperador foi o assassinato do jornalista Libero Badaró. Forte crítico do governo imperial, Badaró foi assassinado no final de 1830. A polícia não encontrou o assassino, porém a desconfiança popular caiu sobre homens ligados ao governo imperial.
                                                    
Em março de 1831, após retornar de Minas Gerais, D.Pedro I foi recebido no Rio de Janeiro com atos de protestos de opositores. Alguns mais exaltados chegaram a jogar garrafas no imperador, conflito que ficou conhecido como “A Noite das Garrafadas”. Os comerciantes portugueses, que apoiavam D.Pedro I entraram em conflitos de rua com os opositores.

Abdicação                                           
Sentindo a forte oposição ao seu governo e o crescente descontentamento popular, D.Pedro percebeu que não tinha mais autoridade e forças políticas para se manter no poder.

Em 7 de abril de 1831, D.Pedro I abdicou em favor de seu filho Pedro de Alcântara, então com apenas 5 anos de idade. Logo ao deixar o poder viajou para a Europa.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

1º REINADO VERSÃO ANIMAL


VEJA SE VOCÊ ENTENDEU BEM O CONTEÚDO ASSOCIANDO OS ANIMAIS ABAIXO COM PERSONAGENS E FATOS OCORRIDOS DURANTE O PRIMEIRO REINADO.


ONDE ESTÁ A GARÇA QUE EU NÃO VI ?

   A história do Brasil Pós-Colônia começa com um jumento em cima dum cavalo gritando e um bando de égua ao lado babando o príncipe  gente!Quer dizer, regente.

    Após o berro às margens do rio Piranhas, os gaviões rurais convenceram o príncipe a se tornar rei, com o título de D. Leão I, o rei da bicharada.O episódio da aceitação do cargo ficou conhecido como o dia do mico.

    Para a vaca não ir pro brejo, o País teve que fazer algumas concessões ao bacalhau e à cabritânica, Países das oropas.

   Os primeiros aliados do Rei Leão I foram os Tatus Unidos que não queriam trocar gato por lebre e sim engordar seu porco por aqui, concorrendo com a cabritânica.

 Faltava agora uma constituição.A elaboração deste ficou a cargo dos ratos de casaca.Estes a elaboraram de tal forma que fazia o Rei Leão I de besta e este ficou uma arara quando viu a cachorrada que os cãogressistas fizeram com ele.

Com a macaca, o Rei faz sua própria constituição e implanta o poder mordedor, que lhe permite devorar seus opositores.E a partir desse momento a cobra fumou: opositores engoliam sapos, o polvo pagava mais impostas e o papagaio que dava as notícias no reino descia o pau no Rei Leão I.

   A situação no reino fedia mais que gambá quando deu bode no Nordeste.
Nascia nessa região a Confederação do Condor que foi liderada pela pomba do Divino,
que desejando beber a água da justiça,tomou-a no caneco.

   Com um problema do tamanho de um elefante, o Rei Leão I fica com a cabeça cheia de grilos e resolve soltar a franga contra os rebeldes.Ficando mais aliviado.

   A situação já estava mais suja que pau de galinheiro quando o Rei Leão I resolve fazer guerra contra o urubuguai, pela posse da região das Patinhas.

   A bicharada até então um cordeiro, vira onça e exige que o Rei Leão I pique a mula.
E foi o que aconteceu, o Rei viu que não tinha amarrado seu jegue na sombra e capa o gato da floresta.

Desde então, a floresta Brasil é administrada por ratos de tipos vários...

 E o polvo ?
 Este se apaixonou pelo Lula  !
vamos vê que bicho vai dar...afinal, a esperança é a última que morre...(ou não).

 OBS: Se você não entendeu nada deste textículo, ótimo.Você acaba de completar nossa fauna.ÉS O "BURRO".

                                                     (Autor:Wilson Correia)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

EXERCITANDO

VAI AÍ PESSOAL UMA ÓTIMA DICA PRA QUEM QUER CONHECER O MODELO DE QUESTÕES DO ENEM E O MELHOR, NA MEDIDA EM QUE VOCÊ VAI RESPONDENDO, ELE COMENTA SUA OPÇÃO.

RECOMENDO QUE VOCÊ PRIMEIRO TENTE RESPONDER MARCANDO SOMENTE AQUELA QUE CONSIDERA CORRETA...PRA ANALISAR SEU DESEMPENHO.

DEPOIS MARQUE EM CADA QUESTÃO OS ITENS QUE VOCÊ NÃO TINHA ESCOLHIDO PARA OBSERVAR A EXPLICAÇÃO DO AUTOR

ACESSE: http://www.tecnicadochute.com/
em seguida click no caderninho(Simulado Enem 2010)

E MORREU MARIA PREÁ...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ENTENDENDO GRÁFICOS E TABELAS



O Enem exige que os candidatos saibam no mínimo interpretar um gráfico ou um mapa.
É inadmissível que um aluno de nível médio não tenha este domínio.

DICAS DE REDAÇÃO



TEORIA NÃO É NADA SEM PRÁTICA
Escreva, Escreva muito e não esqueça, de pedir auxílio ao seu professor de Línguas.
A correção é necessária para você corrigir seus erros antes da prova.

FIQUE ATENTO ÀS DICAS DO VÍDEO ACIMA E BOA SORTE

TÉCNICAS DO CHUTE



LEMBRE-SE QUE ATÉ PRA CHUTAR TEM-SE QUE TER NOÇÃO DE QUAIS QUESTÕES ELIMINAR.